Úlcera venosa: Os 4 passos das causas, sintomas, tratamento e prevenção

Úlcera venosa é a ferida crônica mais comum nos membros inferiores. Surge quando a circulação venosa não funciona bem e a pressão se acumula nas veias das pernas, levando a inflamação e dano da pele. Resultado: ferida que custa a fechar e que pode voltar. A boa notícia: com diagnóstico correto, terapia compressiva, curativo apropriado e mudança de hábitos, a maioria cicatriza e recidivas caem. Este guia direto cobre o essencial para reconhecer, tratar e prevenir.

Como a úlcera venosa se forma

A base do problema é a insuficiência venosa. Válvulas das veias falham, o sangue reflui e a pressão aumenta, principalmente ao ficar em pé parado por muito tempo. Essa hipertensão venosa crônica inflama o tecido, dificulta a chegada de oxigênio e nutrientes e, com pequenos traumas ou coceira, abre a ferida.

Sinais e sintomas típicos

  • Localização mais comum: região do maléolo medial (perto do “tornozelo de dentro”).
  • Dor que melhora ao elevar as pernas e piora ao ficar em pé parado.
  • Edema (inchaço), pele escurecida (hiperpigmentação), dermatite ocre, lipodermatoesclerose.
  • Ferida de bordas irregulares, fundo úmido, exsudato de moderado a alto.

Alerta: nem toda ferida na perna é venosa. Diferenciar de úlcera arterial, neuropática ou mista muda o tratamento.

Diagnóstico básico

  • História clínica e exame físico orientados para sinais venosos.
  • Índice tornozelo-braquial (ITB) para avaliar fluxo arterial. Se ITB < 0,8, compressão precisa de cautela.
  • Doppler venoso quando necessário (varizes, refluxo, trombose prévia).

Tratamento: pilares que funcionam

Terapia compressiva (pilar 1)

É o que mais acelera a cicatrização e reduz recidiva na úlcera venosa. Opções: bandagens de curta/longa elasticidade, sistemas multicamadas e meias de compressão. A escolha depende do exsudato, formato da perna, tolerância e presença de doença arterial. Regra de ouro: medir, ajustar e reavaliar.

Curativo adequado (pilar 2)

Objetivo: controlar exsudato, proteger pele ao redor, manter ambiente úmido terapêutico e evitar trauma na troca. Espumas, hidrocoloides, hidrofibras, alginatos e filmes têm indicações específicas. Não existe “curativo milagroso”; existe curativo certo para a fase certa.

Controle de edema e movimento (pilar 3)

Elevar as pernas várias vezes ao dia, caminhar diariamente, fortalecer panturrilhas. Imobilidade piora tudo. Orientar exercícios simples de tornozelo e pé.

Cuidado da pele e prevenção de infecção (pilar 4)

Higiene com água morna e sabonete suave, hidratação diária, proteção da borda perilesional. Infecção é clínica: aumento da dor, vermelhidão progressiva, secreção purulenta, odor forte e piora sistêmica pedem avaliação médica.

Manejo de dor (pilar 5)

Dor descontrolada sabota adesão. Ajustar curativo e compressão, usar analgesia conforme orientação clínica.

O que NÃO fazer

  • Compressão sem avaliar fluxo arterial (risco se houver componente arterial significativo).
  • “Receituários” permanentes de antibiótico sem sinais de infecção.
  • Cauterizações agressivas sem indicação, que atrasam a granulação.

Plano prático de 4 passos

  1. Avaliar: tipo de ferida, ITB, dor, exsudato, mobilidade, comorbidades.
  2. Intervir: compressão indicada, curativo adequado, controle de edema, analgesia.
  3. Educar: como caminhar, elevar pernas, trocar curativos, sinais de alerta.
  4. Prevenir recidiva: meias de manutenção, peso adequado, rotina de exercícios.

Quadro-resumo de escolha de curativo

Situação Opção comum Objetivo
Exsudato alto Espumas, alginatos, hidrofibras Absorver e proteger pele
Exsudato baixo Hidrocoloide fino, filme Manter umidade terapêutica
Pele frágil Espumas com borda de silicone Reduzir trauma na remoção

Prevenção: onde o resultado se consolida

  • Compressão de manutenção: meia prescrita, uso diário.
  • Atividade física: caminhar, exercícios de panturrilha, evitar longos períodos parado.
  • Cuidado da pele: hidratação, tratar dermatite de estase.
  • Peso, diabetes, hipertensão: controlar com equipe de saúde.

Diferenças básicas para outras feridas da perna

  • Úlcera arterial: geralmente mais dolorosa, bordas “sacabocadas”, pele fria, pulsos fracos; compressão é contraindicada.
  • Úlcera neuropática (ex.: diabetes): áreas de pressão do pé, pouca dor; foco é descarga do ponto de pressão.
  • Mista: sinais venosos + arteriais; compressão leve e avaliação vascular.

Quando procurar serviço especializado

  • Ferida não evolui após 4–6 semanas de manejo adequado.
  • Sinais de infecção sistêmica, dor piorando ou suspeita de comprometimento arterial.
  • Recidivas frequentes ou dificuldade de adesão à compressão.

Referências e materiais confiáveis

Como a Calcutá Saúde Integrativa pode ajudar

Na Calcutá Saúde Integrativa, o cuidado com feridas crônicas integra avaliação vascular básica, escolha criteriosa do curativo, prescrição e adaptação da terapia compressiva, educação do paciente e acompanhamento para prevenção de recidiva. O foco é acelerar cicatrização e manter as pernas saudáveis a longo prazo. Precisa montar um plano personalizado? Agende uma avaliação.

Conclusão

Úlcera venosa cicatriza com plano certo: compressão, curativo adequado, movimento e prevenção. Nada de atalhos. Precisa de orientação prática e acompanhamento? Fale com a Calcutá Saúde Integrativa e inicie seu protocolo de cicatrização.

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