5 causas e erros comuns das feridas crônicas e como destravar a cicatrização

Resumo direto: feridas crônicas que não evoluem precisam de diagnóstico da causa, controle de infecção e um plano objetivo. “Passar algo” sem estratégia só prolonga o problema.

Quando uma ferida vira crônica

Falamos em ferida crônica quando o processo de cicatrização trava e não avança no tempo esperado. Em vez de passar pelas fases (inflamação, proliferação, maturação) de forma ordenada, a ferida fica em inflamação prolongada, com tecido inviável, exsudato excessivo e bordas paradas.

As causas mais comuns de cronicidade

1) Perfusão insuficiente (pouco oxigênio)

Sem sangue, não há cicatrização. Isquemia arterial, insuficiência venosa e edema importante reduzem a oxigenação local.

2) Pressão e trauma repetido

Pontos de apoio (calcanhar, região plantar, sacro) sofrem microtraumas constantes. Sem alívio de pressão, a ferida não fecha.

3) Infecção e biofilme bacteriano

Biofilme é uma “placa” de microrganismos aderidos à ferida, protegidos por matriz. Mantém inflamação, atrapalha curativos e reduz a resposta ao antibiótico.

4) Doenças de base e fatores sistêmicos

  • Diabetes descompensado, doença arterial periférica, insuficiência venosa crônica.
  • Desnutrição, anemia, deficiência de proteínas e micronutrientes.
  • Medicações (corticoides crônicos, imunossupressores), tabagismo.

5) Manejo local inadequado

  • Curativo que resseca demais ou “afoga” a ferida em exsudato.
  • Falta de desbridamento quando indicado.
  • Uso de substâncias irritantes (álcool, iodo direto, receitas caseiras).
  • Compressão mal indicada (sem avaliar isquemia) ou ausência de compressão quando há apenas componente venoso.

O que avaliar primeiro

  • Etiologia: venosa, arterial, neuropática, mista, pressão, inflamatória?
  • Perfusão: pulsos, temperatura, dor, exames (ITB/doppler).
  • Carga microbiana: sinais de infecção, odor, biofilme visível.
  • Exsudato: volume/viscosidade orientam escolha do curativo.
  • Bordas: aderentes, enroladas, com calo, maceradas?
  • Paciente: dor, nutrição, glicemia, mobilidade, suporte social.

Método prático: abordagem TIME

Para “destravar” a cicatrização, use o framework TIME:

  • T (Tissue): remover tecido desvitalizado (desbridamento conservador, enzimático ou instrumental conforme avaliação).
  • I (Infection/Inflammation): romper biofilme (limpeza mecânica, antissépticos apropriados), tratar infecção.
  • M (Moisture): equilíbrio de umidade com curativos adequados (espuma, hidrofibra, alginato, hidrocoloide, hidrogel).
  • E (Edge): ativar bordas (desbridamento de calos, tratar maceração, otimizar perfusão).

Ferramentas que ajudam (com bom senso clínico)

  • Terapia compressiva em insuficiência venosa após descartar isquemia significativa.
  • Offloading (alívio de pressão) em feridas plantares.
  • Desbridamento seriado para reduzir biofilme e tecido inviável.
  • Educação e plano de autocuidado escritos.
  • Tecnologias adjuvantes como fotobiomodulação e hidrozonioterapia para modular inflamação e conforto.

Nutrição e metabolismo: sem tijolo não se constrói parede

Proteínas, ferro, zinco, vitaminas A, C e D são críticos para a síntese de colágeno e imunidade. Avalie ingestão calórica, hidratação e, se preciso, suplementação direcionada com profissional habilitado.

Erros que mantêm a feridas crônicas

  • Mudar curativo toda semana “para testar” sem objetivo.
  • Ignorar dor (dor alta = pior perfusão e adesão ruim).
  • Não tratar edema/varizes quando é venosa.
  • Usar antibiótico tópico de forma indiscriminada.
  • Adiar avaliação vascular quando há sinais de isquemia.

Plano de ação em 7 passos

  1. Defina a causa (venosa, arterial, neuropática, pressão, mista).
  2. Controle infecção/biofilme e faça desbridamento indicado.
  3. Equilibre a umidade com o curativo certo.
  4. Alivie pressão ou use compressão quando for caso venoso.
  5. Otimize sistêmico: glicemia, nutrição, dor, parar tabagismo.
  6. Monitore com métricas: área (cm²), exsudato, dor, foto padronizada.
  7. Reavalie a cada 2–4 semanas; sem avanço, mude a estratégia.

Como a Calcutá Saúde Integrativa entra nesse jogo

O cuidado na Calcutá Saúde Integrativa é estruturado para destravar feridas com:

  • Avaliação etiológica e plano baseado em evidência (TIME).
  • Curativos avançados e protocolos de controle de biofilme.
  • Tecnologias para modular inflamação e reduzir dor (fotobiomodulação; hidrozonioterapia).
  • Educação para autocuidado e acompanhamento próximo.

Resultado: menos trocas aleatórias de curativo, mais progresso real. Precisa de um plano claro? Converse com a Calcutá e organize o cuidado.

Referências e recursos

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